Distúrbios comprometem aprendizado

As crianças em idade escolar necessitam de acompanhamento especial
Maraisa de Oliveira
Sonolência, comportamentos agressivos e dificuldades de relacionamentos pode ser os sintomas apresentados por crianças que sofre com algum tipo de distúrbio. Para ser diagnosticado é necessário fazer exames e testes que assegurem um tratamento correto e eficiente. Só depois da avaliação é possível identificar o problema.
Os pais devem estar atentos a qualquer mudança ou alteração no comportamento dos filhos. É bom salientar que o trabalho deve ser feito em conjunto com profissionais, a família e o apoio dos orientadores do SOE.
Segundo o pedagogo Ednilson Ferreira, “o déficit de atenção prejudica a aprendizagem do aluno por não permitir que esta criança tenha uma atenção no foco do seu estudo, podemos ajudá-lo a superar esta dificuldade dentro da escola com trabalhos que desenvolvam nele um interesse por determinada atividade que permita a ele perceber qual o seu real objetivo, também com ajuda de um profissional da área de psicopedagogia trabalhando questões pertinentes que levem esse jovem a estar voltado para um assunto ou questões de interesse”.
O especialista em neuropsicológia atua, em conjunto com profissionais da saúde e da educação, no diagnostico e tratamento das lesões e disfunções cerebrais ou do sistema nervoso. A função dos pais, a partir da descoberta do problema, é estimular o máximo que puderem os filhos. Passamos de punitivos a estimuladores, diz o Sr. Hélio que tem um filho de dez anos e só veio descobrir o problema cerca de dois meses, “passei a ter um comportamento diferenciado procurando sempre entender e ajudar o meu filho. Pensei que ele só poderia estudar em escolas padronizadas a receberem alunos com essa deficiência, mas constatei que algumas escolas “normais”, me ajudaram com orientação adequada.”
Hoje podemos adquirir conhecimentos suficientes para identificar crianças com distúrbios de aprendizagem em idade precoce poupando-as do trauma emocional de serem mal interpretados ou rotulados como “burros”.
Acumulo de lixo atrai moscas e atrapalha a circulação de pedestres
Maraisa de Oliveira
Os vendedores ambulantes que ocupam o local do Largo Dois de Julho ajudam a degradar o ambiente, em vez de manterem o setor em que trabalham limpo para atrair mais fregueses são os primeiros a dar uma idéia de desordem, o que deveria ser considerado uma feira pode ser denominada como bagunça.
A reclamação é geral. Comerciantes e pedestres se queixam da situação, os freqüentadores dos bares e restaurantes que fica localizado bem próximo aos comércios, são os mais que se sentem incomodados com o lixo, os detritos fica exatamente em frente à porta dos bares.
O comerciante Yang Yrosh, que trabalha no mesmo ponto à 8 anos, diz que “tem mais lixo do que pessoas, e esse fator me deixa sem esperança de ajuda, pois ninguém da prefeitura chega para dar uma solução, só querem saber das taxas pagas todo fim de mês, desabafa.
À noite esse volume aumenta, os donos de restaurantes da região utilizam o local para jogar sacos plásticos com o lixo gerado durante o dia. Disso se aproveitam mendigos e biscateiros para catar alguma coisa que possam comer. O resultado é o aumento da sujeira, pois abrem os sacos e espalham o lixo em volta à procura de alimentos.
A moradora do local, Angra Santos, diz se sentir muito privilegiada por morar no centro da cidade, mas incomodada por saber que nem todos ligam para aquela situação, “parecem que gostam de viver na sujeira, a praça tem muito pouco tempo de reformada, mas os comerciantes ainda coloca as barracas de frutos do mar no meio da passagem, gerando constrangimento para quem passa, que acaba carregando um pouco das escamas quando transitam por ali”.
A solução parece não ser difícil. Um contêiner para coletar o lixo poderia ser instalado há uns 30 metros do local, numa das margens do largo Dois de Julho. E perto dali deveria ser construído o Box para abrigar os vendedores de peixe. Área existe para isso, o que parece faltar é o interesse de realizar.
Falta de segurança amedronta os moradores do Largo Dois de Julho
A violência, a falta de segurança e abandono do local fazem com que moradores repensem na condição de moradia digna.
Sabe-se que a violência é um mau que não escolhe a quem atacar, simplesmente acontece, os moradores do Largo Dois de julho se queixam a todo tempo, “não vemos policiais por aqui, parece temer algo que possa lhes acontecer, mas assim também não nos sentimos seguros”, relata a moradora Claudia Nascimento que reside no bairro cerca de 12 anos.
Pessoas são assaltadas todo o tempo pelos viciados que ficam na praça, você tem que ter horário para sair e chegar, os assaltos ocorre mais nos fins de semana, quando os moradores saem mais cedo, proporcionando um belo dia para os meliantes, pois irão passar um feriado com os bolsos recheados.
Os policiais só aparecem nessa época, podemos até dizer que policial nessa redondeza, só em safra de tempos em tempos, como estão começando os preparativos para o carnaval, os policiais iniciam sua ronda, mas ainda assim parece que para a população não tem olhos, somente se importam com o turista.
É um descaso total com os moradores, “não temos segurança no bairro”, relata a aposentada Maria de Lurdes, que diz ter sido assaltada pelo menos umas quatro vezes, e quando vai recorrer aos policiais ouve, que eles não podem fazer nada. E quem pode fazer então, se paga caro pela segurança.
Os moradores juntaram-se para criar um movimento para tentar diminuir um pouco os assaltos, o professor Manuel Barbosa que reside no bairro ha três anos, decidiu junto a outros moradores fazer uma força tarefa, para tentar amenizar o problema existente, o projeto foi levado a câmara, “estamos esperando uma resposta, enquanto isso vivemos amedrontados dentro das nossa casas, melhor dizendo nossas gaiolas”.
Respeito
Quem dirige na grande cidade de Salvador está acostumado, é só fechar o sinal que aparecem vendedores que oferece de tudo um pouco: bala, fruta, carregador de celular, e algumas outras coisas.
O número é incalculável e a grande maioria foi parar no sinal por causa do desemprego.As crianças muitas vezes acompanham os pais. Tem motorista que detesta outros que ajudam e ainda os que não falam nada temem ser assaltados.
Quase todas as esquinas são ocupadas pelos vendedores que se declaram donos do ponto, os vendedores quando perguntados da dificuldade de sobrevivência dizem que “trabalhamos com honestidade e me orgulho de poder sustentar meus filhos, passando essa lição”, afirma o vendedor Francisco Silva morador do bairro de Paripe.
O trabalho e a atitude dos motoristas geram muita discussão. Alguns dizem que o trabalho dos menores é condenável, e que comprar ou dar esmolas é um estímulo para que fiquem fora da escola, outros ainda dezem que é contribuir com a miséria que dessa forma nada vai ser modificado.
Essa é uma discussão para longas datas, pela falta de oportunidade e pela discriminação que ainda há.
Exclusão social
Diante das dificuldades, crianças de apenas 6 anos se submetem a maus tratos.
Guiados pelas mães pequenos malabaristas se confundem em meios aos carros nas sinaleiras de Salvador, alguns chegam a dizer que sofre constantes maus tratos dos motoristas.
O comercio informal virou meio de sobrevivência para muitas familias, que aliado a falta de escolaridade e a falta de oportunidade foi vista como a única saída de escapar das dificuldades.
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